Saturday, May 24, 2008

Para esses dias que andam fazendo*

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Ah, esse fundinho de canto, ele esteve na minha cabeça trazendo você, todas as coisas que eu topei, que eu lutei por elas, tudo, ta errado, isso ta bem errado, não era pra aquela musica combinar comigo, eu queria sair cantando i wanna rock ou qualquer outra musica ruim por aí, não essa, essa que tem o jeito dos meus pulmões, da minha tosse. Sair cantando essa musica por aí é muita exibição, é muita dor exposta, eu já aprendi que dor é pra ficar do lado de dentro, ela é minha, minha, minha, não quero ela com mais ninguém. Honey, só tem três homens nesse mundo que eu amo com toda paixão e sinceridade do mundo. Magoei um ontem, e também outro, mas este não sabe. Pensei em ficar com essas minhas dores pra mim, ninguém tem nada a ver com elas, só eu.

É ruim ficar com essas tristeza
Essas minhas dores
Minhas
Com esses olhos cinzentos
Com esses cigarros meus
Fumados até o filtro
Os olhos dele
Que não dizem nada
Com essa minha urgência
De morrer de tudo
Que não presta
Bebi demais
Seduzi os homens errados
Me apaixonei pelos homens errados
Cheguei sempre atrasada
Queria ficar num cantinho meu
Mas ninguém vive de arte
Ninguém faz o que gosta
Ninguém diz tudo que queria dizer
E desse jeito
Não dá

Por hoje queria encolher aqui, murchar e esfarelar, e se eu morresse agora, dedicaria meu último pensamento a você, por mais de mil motivos que podem ser significantes ou não – talvez agora, não. Queria deixar de ser, de pensar, cuidar dos meus tendões doloridos, me deixar quebrar inteira. Claro que eu sei, nada funciona assim, nada acaba na hora que tem que acabar.

Você me perguntou se eu era infeliz. Falta. Falta ainda um bocado. Mas eu ainda sou feliz dentro do que o momento oportuna. Tenho meus amigos. Meus amigos são coisa sagrada, não é pra mexer com eles. A gente se cuida. Eu não deixo ninguém machucá-los. A não ser quando eles pedem pra ser machucados. Tem dessas. Todo mundo tem. Eu tenho bastante. Tenho o fim da tarde e vejo a noite chegar quase sempre, sobrevivo às minhas noites, escrevendo, vendo meus vhss, lendo minha pilha de livros,cantando e dançando sozinha na sala, bebendo com os meus queridos, atendendo meu celular só pra sair da rotina. Prefiro que as pessoas me liguem quando tem algo a comunicar. Exceto ele. A voz dele é boa à qualquer hora. Ele eu atendo sempre. O celular toca diferente.
Ah, love, love, eu não aprendi. No fundo eu sou mesmo uma criança que tem todas essas coisinhas de criança. Ah, eu queria tanto ficar esperta quando eu crescer. Se eu crescer honey love, se eu crescer.
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