Friday, March 30, 2007

Eu Menti.

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Eu espalhei lá no Marretando que não, não iria escrever e-mails com pedidos de socorro. Espalhei? Posso não ter espalhado, mas cumpri.
Porém:
Eu também faço promessas pra mim mesma, sem que alguém tenha que saber delas. Eu prometi que não iria mover meus pezinhos de casa na sexta. "Não vou, não vou, não vou", pensei eu. Mas é claro que eu vou. Eu estou com saudades. É claro que eu vou.

Eu vou lá, meio emburrada. Mas eu vou né.
Lá onde? Não interessa.

Eu ando muito inativa.
Vou parar de ser tão inativa assim.
Vou conseguir, por que eu não sou desse jeito que eu ando agindo.
Eu não sou essa coitada mosca morta.

O Flavinho vai estar comigo.
Mas ele pode ficar só olhando.
Se eu tomar um tombo, ele me segura.

Só que eu acho que eu não tinha que estar com saudades.
Por que ninguém que está com saudades consegue fazer o que planeja.
E eu estou.
Mas eu vou tentar mesmo assim.
Fiquei um pouco braba por causa do silêncio.
Do mesmo jeito que fiquei da ultima vez que você fez isso.
Mas eu entendo.
E é por isso que eu vou lá. Por que eu sei como é.
E é fóda mesmo. Não tem jeito.

Só não me deixa cair por terra, karinamovich.
Não faz isso de novo.
Eu sei que você faz.
Mas eu queria que você não fizesse.

Queria mesmo.

Saudades do que Não Foi

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Minhas noites têm sido ardidas. Quase insuportáveis. Eu queria que um monte de coisas acontecessem. Aconteceriam, se você pudesse ficar. Mas você não pode. Eu dormiria com as minhas pernas enroscadas nas suas. Ia fazer café pela manhã e você ia ver que eu não menti quando disse que meu café ia ser o melhor que você já tomou. Você ia perguntar do capuccino e eu ia ficar devendo por que nunca tenho chocolate em casa. Aí eu ia te contar daquela peça que reestréia amanhã e que eu ganhei os convites por que fui fazer as fotos e você ia querer ver.
A gente chegaria tarde, tomaríamos vinho juntos, pouco vinho, e você ia sentar na frente da tv pra saber das últimas notícias. Então eu ia tirar o controle remoto da tua mão e sentaria no teu colo. Você me levaria pro quarto, e no depois do depois tomaríamos uma ducha - eu primeiro.
Fumaríamos um cigarro na varanda falando sobre as coisas sérias e também sobre as triviais.
Andaríamos de mãos dada na rua. Pra cima e pra baixo. Na frente de todo mundo. Em qualquer lugar. Eu ia te mostrar pra quem eu quisesse. Dizer que era sobre você aquele texto que todo mundo leu e me questionou. Eles entenderiam. Eles iam ver os meus olhos e entenderiam.
Mas nada é justo na vida.
Me corrôo volta e meia.
E escrevo um monte de coisas que nem eu agüento mais.
E eles lêem.
E questionam.
E eu minto de novo.

Monday, March 19, 2007

É por aqui que vai pra lá?

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Casa nova. A velha continua por lá, existindo. Mas essa aqui eu gostei mais. Quer dizer, só não estou muito contente com o nome deste blog. Eu ponderei entre uns mil nomes. Acabei ficando entre:

- entranafila.blogspot.com
- naoroubeaprataria.blogspot.com
- umpoucomaisaltoporfavor.blogspot.com
- eporeaquiquevaiprala.blogspot.com
- aparentementeeissomesmo.blogspot.com
- detalhesirrelevantes.blogspot.com

O Meias 3/4 não lembro nem de onde saiu. De todos, foi o que mais combinou com o template, eu acho. Eu gostei mesmo de "Entra na Fila" e "E Não Roube a Prataria". Depois gostei de "Um Pouco Mais Alto, Por Favor".
Só que, na minha parca opinião, nenhum combinou com o template. E nenhum combinou necessariamente com os textos que eu espalharei. Aí não deu. Ainda penso em mudar, mas teria que fazer isso rápido antes que todos acostumem com esse endereço.

Lembrei o por que do Meias 3/4. Por que eu queria assinar "desfiado por Karina Abramovich", e achei que cruzava.

E combinou com o template, permitam-me repetir.

Se ninguém gostou do nome - ai, quando eu cismo... - podem me mandar emails (qual zanza lá no Marretando) votando numa das opções acima. Aceito sugestões, por que eu não to gostando mesmo.


Mas por enquanto é isso aqui.

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